sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Especial Oscar 2012 - Entendendo o Oscar: ARTE

Melhor Direção de Arte,2010
Quando o assunto é arte e design no Oscar, o excesso e o exagero tendem a prevalecer sobre a sutileza e o minimalismo. Filmes históricos, de fantasia ou ficção científica costumam dominar as categorias de Melhor Direção de ArteMelhor Figurino e Melhor Maquiagem, pois são gêneros em que o trabalho dessas equipes fica mais evidente.
Na hierarquia do processo de filmagem, o diretor de arte está acima das equipes de figurino e maquiagem, cuidando de decisões criativas e práticas. Ao lado do designer de produção, ele cuida da concepção visual do filme como um todo, com decisões que vão da paleta de cores que dominará o longa até a escolha de locações e de objetos de cena, atuando como um gerente criativo. Logo, também faz parte da direção de arte trabalhar ao lado dos produtores, estabelecendo um cronograma para o departamento de arte e certificar-se de que tudo isso se manterá dentro do orçamento estipulado.
Atenção para os detalhes é determinante para ganhar nessa categoria, mas não basta escolher os objetos que estarão em cena - é preciso levar em consideração as escolhas de ângulo e enquadramento do diretor. Entre os indicados do Oscar 2011 a Melhor Direção de Arte, O Discurso do Rei, embora não tenha levado a estatueta, deixa claro essa preocupação de compor o design da cena a partir dos movimentos de câmera. Quando olhamos os premiados da categoria na última década - AvatarO Curioso Caso de Benjamin ButtonO Labirinto do FaunoMemórias de uma GeishaO Senhor dos Anéis: O Retorno do ReiMoulin Rouge - vemos que o padrão se mantém. A questão é sempre decidir o que mostrar e como mostrar.
Melhor Direção de Arte
 e Melhor Figurino, 2011
Entre as categorias técnicas, Melhor Figurino parece ser uma das mais autônomas, indicando títulos às vezes mal avaliados pela crítica, colocando a construção das roupas acima do próprio filme. Nenhum indicado a Melhor Filme vence esta categoria desde 2004, indicando certa independência dos votantes, mesmo que viciados em premiar filmes de época. A figurinista Sandy Powell, que já teve dez indicações em sua carreira, fez um discurso de agradecimento no Oscar 2010 (quando ganhou por A Jovem Rainha Vitória) que mais era um puxão de orelha na Academia, por sua resistência aos figurinos contemporâneos. Para uma compreensão mais ampla do que é excelência em figurino é preciso mesmo prestar atenção ao prêmio do Costume Designer's Guild, cuja variedade de indicados em 2012 vai de Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres a Glee, passando por Game of ThronesThor e Saturday Night Live.
A categoria de Melhor Maquiagem foi criada em 1981, depois que muitos reclamaram que O Homem Elefante, lançado em 1980, merecia reconhecimento no Oscar. Naquele ano, o filme de David Lynch não ganhou nenhum dos oito prêmios a que estava indicado, mas conseguiu fazer com que uma categoria totalmente dedicada aos profissionais de maquiagem fosse criada. Desde então, o mestre da maquiagem e prostéticos Rick Baker (Homens de PretoStar Wars: Uma Nova EsperançaO Lobisomem) tem sido o recordista, com 11 indicações e sete vitórias.
Melhor Maquiagem, 2010
Dando preferência a transformações radicais de fisionomia, transformações de idade e próteses, o prêmio de Melhor Maquiagem é um dos momentos de exceção no Oscar, em que grandes preferidos da cultura pop podem ser reconhecidos, como em 2010 com Star Trek, em 2006 com As Crônicas de Nárnia e em 1991 com O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final, só para citar alguns. No Oscar 2012, a indicação de outro sucesso de público, Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2, confirma essa tendência.
Melhor Maquiagem funciona com apenas três indicados e é uma das categorias que escolhe seus finalistas em duas etapas. Os votantes especializados na área fazem uma lista prévia e depois escolhem os três melhores a partir dela. Já para escolher o vencedor, todos os membros da Academia podem votar.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Especial Oscar 2012 - Entendendo o Oscar - SOM



Duas categorias do Oscar frequentemente causam confusão na maioria do público e, na falta de glamour, para quem assiste servem de desculpa para aquele momento de pedir uma pizza ou correr até o banheiro: Melhor Edição de Som e Melhor Mixagem de Som. Quem se importa com o discurso de agradecimento de um engenheiro, afinal, quando há a Angelina Jolie pronta para subir no palco a seguir? Para apreciar o trabalho desses profissionais, cujas funções são complementares, é preciso antes entender o que eles fazem.
Dança com Lobos (1991), primento vencedor
 da categoria Melhor Mixagem de Som
Durante a produção, é trabalho da equipe de som gravar o áudio de tudo o que acontece no set durante as filmagens. Essa equipe, comandada por um supervisor de edição de som, normalmente chega ao set com seu próprio equipamento de captação, que inclui microfones convencionais, fones, rádios, booms (microfone direcional pendurado em uma haste longa), mesa de mixagem, cabos, lapelas (microfones de colarinho, com ou sem fio), etc. É trabalho desses profissionais, ao lado do diretor, escolher a melhor ferramenta para o serviço e realizar a captação (mono, stereo ou surround) de som ambiente para uso ou referência posterior, e, especialmente, dos diálogos dos atores. Editores de som também frequentemente empregam o trabalho de designers de som para a criação de ruídos que inexistem na vida real - ou simplesmente não são suficientemente dramáticos - para auxiliar na composição do áudio. O prêmio de Melhor Edição de Som é entregue a esses profissionais.
Com a cena devidamente registrada em áudio e vídeo, entra o trabalho, na pós-produção, do profissional premiado na categoria Mixagem de Som. Esse técnico reúne tudo o que foi gravado em locação e junta isso com outros sons (como explosões, tiros etc.), ora criados, ora captados ou usados de bibliotecas de sons, misturando a eles música, trilha sonora ou outros ruídos, e editar tudo isso junto - ajudando a contar a história de uma maneira equilibrada.
Deu a Louca no Mundo (1963), primeiro
 
vencedor de Melhor Edição de Som
Uma das funções da claquete, que é batida antes de cada cena, é justamente a comunicação entre as equipes de edição e mixagem de som, para servir de marca para que a posterior fusão de voz e imagem aconteça de forma sincronizada (o "TAC" da batida é alinhado depois nas trilhas de áudio e vídeo, deixando a sincronia do que vem a seguir perfeita).
Paralelamente, um compositor é contratado para criar a trilha sonora, que pode ser incidental (seguindo os acontecimentos do filme) ou empregando músicas conhecidas. O Oscar só premia o primeiro caso, exigindo que a trilha sonora seja criada especificamente para o longa-metragem pelo compositor que a está submetendo aos votantes da Academia. Isso não significa, porém, que o filme não possa ter músicas não-originais: é exigido pelas regras que pelo menos cinco músicas tenham sido criadas para o filme em questão e que elas sejam resultado de uma interação criativa entre o cineasta e o compositor.
Matrix, Melhor Edição de Som e
 Melhor Mixagem de Som em 2000
Outra categoria próxima, a de Melhor Canção Original, pede que a música criada especialmente para o filme tenha letra e seja apresentada de maneira clara durante o longa-metragem, mesmo que nos créditos (contanto que seja a primeira a ser tocada, no momento em que acaba o filme).
Por serem categorias técnicas, os prêmios de Melhor Mixagem de Som e Melhor Edição de Som, entregues para os supervisores de Edição e Mixagem, têm realizadas sessões especiais com trechos do filmes indicados. No entanto, o comparecimento dos integrantes da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas nessas sessões não é obrigatório para que eles possam votar.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Especial Oscar 2012 - História do Oscar

Olá galera do blog, no domingo dia 26 teremos o maior prêmio do cinema. O Oscar. E esses dias que antecedem o evento vou estar postando noticias, curiosidades para quando chegar no domingo a galera não ficar boiando rs. Hoje vamos conhecer a história do Oscar.


História do Oscar


O Oscar é o mais conhecido e cobiçado prêmio do cinema hollywoodiano. Oferecido anualmente pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (no original: Academy of Motion Picture Arts and Sciences ou AMPAS) desde 1929, o prêmio foi uma idéia de Louis B. Mayer, chefe do estúdio Metro-Goldwyn-Mayer (MGM). No primeiro ano, os ganhadores do troféu iam para a noite de cerimônias já sabendo quem tinha ganhado em cada categoria. Depois, a Academia passou a liberar os vencedores para a imprensa, que poderia estampar suas manchetes na manhã seguinte. Mas tudo mudou depois que o Los Angeles Times publicou a lista antes da premiação, estragando as surpresas. E assim, desde 1941, os envelopes são abertos apenas na cerimônia de entrega dos prêmios.

A votação é feita em dois turnos. No primeiro membros da Academia, pessoas ativas no processo de produção de cinema, votam dentro da sua área de atuação e têm direito a um voto também na categoria Melhor Filme. É daí que saem os indicados. Com a lista de candidatos em mãos, os jurados recebem cédulas de votação que vão decidir os ganhadores. Para ser elegível ao prêmio, o filme deve ter ao menos 40 minutos (exceto nas categorias de curtas-metragens), ser exibido em Los Angeles entre os dias 1º de janeiro e 31 de dezembro e ter cópias em 35mm ou 70mm ou digitais de 24 ou 48 quadros por segundo.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Frankenweenie- Animação de Tim Burton tem seu primeiro pôster

O diretor Tim Burton (Alice no País das Maravilhas) lança dois filmes em 2012, Dark Shadows e Frankenweenie. O segundo, em stop motion 3D e preto e branco, que adapta o curta homônimo de 1984, acaba de ganhar seu primeiro pôster.
A trama acompanha um menino que decide trazer seu cachorro de volta à vida no melhor estilo Frankenstein. Winona Ryder (Star Trek), Martin Landau (9 - A Salvação), Martin Short (O Planeta do Tesouro) e Catherine O'Hara (Onde Vivem os Monstros) emprestam suas vozes aos personagens na versão em inglês.
O filme chega às telas em 5 de outubro  com roteiro de John August (Peixe Grande) e direção de Burton.